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A Morte

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A vida é um eterno viver e morrer, mas a maioria das pessoas (inclusive eu) é apegada, pois desde criança quem é de cidade grande aprende que “ter” é muito importante, que muitas vezes as mudanças são “perdas”. A carta da Morte, assim como a própria, está sempre circundando a nossa vida. Tal qual o planeta Plutão, regente de Escorpião, ela espera que a gente mesmo entregue o que já passou.

 

No tarô mitológico, ela é associada a Hades, o Deus sombrio do sub­mundo. Ele representa um estágio pelo qual devemos passar para conseguir novas riquezas, novos horizontes. É um luto. Na própria carta, é possível ver o sol no futuro, mas os seres que estão diante da Morte nem sempre enxergam isso.

 

A MORTEQuando mudamos, deixamos algo para trás; um comportamento, um emprego, uma casa, uma cidade, um estado civil. Em geral a Morte é uma carta positiva, pois é uma mudança que estamos promovendo internamente, estamos nos preparando para ela.

 

A Morte te avisa o que vai acontecer, dá claros sinais da direção a ser tomada, te dá tempo de cuidar e não leva o que está bem estruturado, só o que não tem raiz. Ela é paciente e te dá chance de colocar algo no lugar. Mas há um limite. Se você ultrapassá­-lo, a Morte simplesmente vai lá e tira tudo da sua mão, o vento leva, a chuva molha, a onda derruba.

 

Olhe bem à sua volta e entregue para a Morte o que não vale mais. Não segure os mortos. O futuro é ensolarado, mas precisamos andar para alcançá-lo. Entregue os pesos desnecessários e saia do lugar.

 

Piky Candeias é paulista, jornalista, taróloga, estudante de astrologia e curiosa sobre todos os processos terapêuticos que ajudam no equilíbrio energético. Escreve neste espaço às sextas-feiras. Para mais informações sobre consultas com tarô e astrologia, entre em contato pelo e-mail: piky.candeias@revistavertigem.com 

 

Imagem: ‘Morte e o lenhador’, de Jean-François Millet

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