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O botãozinho de transformar a vida

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Há quase um mês, temos um motivo de comemoração, sorriso, inspiração. Estreou em 16 de maio a Rádio Vozes, emissora de rádio online, pela web e por aplicativo (a primeira no país), 24 horas no ar, sem intervalos comerciais. Projeto riquíssimo comandado por Patrícia Palumbo, jornalista especializada em rádio, música e meio ambiente. Patrícia comanda, há 18 anos, o programa ‘Vozes do Brasil’, no ar em várias emissoras do país.

A programação é uma pérola. Reúne o que há de mais original e expressivo da música brasileira, da arte e da cidade. Abrange do Oiapoque ao Chuí. Há espaço para clássicos internacionais também. Para ter acesso a tudo isso, temos duas opções: visitar o site www.radiovozes.com ou baixar o aplicativo, que está disponível para iOS e Android, de graça.

Eu baixei o aplicativo assim que soube da novidade. Para escrever estas linhas, abri o ‘app’ e escutei Felipe Cordeiro com ,”Ela é tarja preta”; Bárbara Eugênia, com “Por que brigamos” (clássico de Odair José e Diana), e Djavan, com “Disfarça e chora”. Tudo na sequência. E essa é a beleza desse projeto: a curadoria, a qualidade da programação. Afinal, Patrícia não é qualquer uma e reuniu um time de primeira. Conversamos com ela sobre a Rádio Vozes desde a ideia até entrar no ar.

Vertigem: Faz tempo que você pensa em criar um projeto de streaming? Lembra do que estava fazendo quando teve o estalo e começou a rascunhar a Rádio Vozes?

Patrícia Palumbo: Tenho dito que esse projeto tem 32 anos ;))), que é o tempo que eu tenho de trabalho em rádio. Porque a gente sempre diz coisas como “ah, se essa rádio fosse minha…”. Mas, o trabalho, de fato, para a construção da Rádio Vozes começou no meio do ano passado, quando me encontrei com Eduardo Pinho, hoje meu sócio. Ele é um profissional do mercado financeiro que ama música e com quem tenho em comum a praia onde nasci e onde ele foi criado, que é São Sebastião. Ele queria se envolver mais com música, e eu tinha essa vontade de ser ainda mais independente. O estalo pintou numa tarde chuvosa em São Paulo, aqui em casa, conversando sobre rádio, festivais, o caminho do Vozes do Brasil, quando eu disse a frase: “Rádio é o que eu sei fazer.”

Você poderia contar como foi o processo de montar a grade?

Antes de mais nada, foi delicioso. Comecei pensando na diversidade da música brasileira, que carece de espaço, nos gêneros que poderiam ter programas exclusivos, nas pessoas que eu admiro, amigos que entrariam comigo nesse sonho sem vacilar e saí conversando com as pessoas. Pensei também no modo da rádio, no espírito dessa grade, dessa programação musical. Que assuntos seriam relevantes pra se colocar no ar, no formato de boletins, e quem poderia gerar esse conteúdo.

Quem são os principais parceiros deste projeto?

Paulo Miklos, Anelis Assumpção, Arícia Mess, Neli Pereira, DJ Zé Pedro, Daniel Daibem, Renata Falzoni, Taciana Barros, Mariana Pizza, Monica Herculano e Alice Coutinho do Uia, Costanza Pascolato e Marilu Beer, o Teatro Municipal de São Paulo, a banda QuartaBê, Lia Alvim — que são os apresentadores dos programas, o colaborativo Asas.br.com e minha equipe de retaguarda: Raquel Zorzi — comigo há 12 anos no ‘Vozes do Brasil’, o estúdio Luppi Arts, Gabe Atilio, que fez nosso ‘branding’ todo, Gabriela Palumbo, produtora. E meu sócio, Eduardo Pinho. Ou seja, toda a equipe é fundamental pro sucesso dessa empreitada.

Anelis Assumpção é parceira da Rádio Vozes
Anelis Assumpção é parceira da Rádio Vozes

Você poderia listar os cinco melhores momentos desse processo de produzir a Rádio Vozes?

Fazer a programação musical é a coisa mais gostosa do mundo! Receber os programas prontos e trocar com os parceiros. Fazer nossas reuniões de pauta, aqui em casa, celebrando as novidades com um vinho gelado ;))) Ouvir na voz dos amigos o nosso bordão: “Essa é a minha Voz!” E receber o retorno de quem está ouvindo a rádio é divino!

Conta pra gente como foi que você chegou a essa grade maravilhosa com colaborações fantásticas? Temos nomes como Cris Lisboa do Go, Writers!, Paulo Miklos, o DJ Zé Pedro, Anelis Assumpção, Debora Pill etc. Só gente pra seguir e ser fã!

Eu convidei gente amiga, pessoas que eu admiro e que têm a ver com a nossa missão de propagar a diversidade, de sermos contemporâneos acima de tudo, engajados com nosso tempo. E esses nomes foram surgindo naturalmente.

Qual seria o momento perfeito para escutar a Rádio Vozes?

O dia inteiro!!!

O que é música pra você?

É tudo. É meu trabalho, é meu prazer. É o botãozinho de transformar a vida.

Depois disso tudo, só posso desejar vida longa à Rádio Vozes.

Tathianna Nunes é jornalista, produtora e torcedora do Santa Cruz. E-mail para: contato@revistavertigem.com

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