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Empodere-se 021 reúne produtores independentes no Rio

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Três mulheres e um objetivo: empoderamento. Joana Cardozo, Joelma Rocha e Gisele Barthar são amigas inseparáveis e, depois de promoverem pequenos encontros  para vendas e desapego de diversos produtos, elas decidiram alçar um voo mais alto. Por isso, criaram a Empodere-se 021, uma feira que fomenta a economia criativa, inovações e sustentabilidade, e acontece neste domingo, 18 de dezembro, às 10h, no Parque de Madureira.

“Algumas de nós estavam desempregadas e, com o quadro da crise, nos reinventamos, lançando produtos independentes. Quando perguntam o motivo de só termos mulheres no comando da feira, eu digo que é não só pela nossa grande afinidade, mas pelo fato das mulheres serem melhores solucionadoras de problemas. Nossa comunicação é fluente, e, como cada uma vem de um segmento — eu sou produtora cultural, a Joelma Rocha é designer e a Gisele Barthar é administradora — e tem uma rotina profissional diferente na feira, nos completamos”, diz Joana.

Em sua primeira edição, a Empodere-se 021 terá moda, gastronomia, africanidades, um debate sobre os rumos da economia inteligente, um olhar bastante sensível sobre as formas como estamos tratando o planeta e, é claro, muita música, os DJs Júlio Rodrigues, Fish, Rjay e Bon.eko, além de shows das bandas Dizaê e As Negras, entre outras. Entre os participantes, estão a Cleidy’s Braiding (de tranças),  a LetAkanni (de roupas e acessórios africanos), a Clichêe (de acessórios) e a Negríssima Acessórios (de brincos e turbantes). “Desde o início, queremos dar voz para os afroeempreendedores e os pequenos produtores. Mostrar aquela capacidade de tomar as rédeas do seu destino com as próprias mãos, empoderar pessoas e fazer com que elas sintam-se cada vez mais fortes. Este é o objetivo do evento”, explica Joana.

A banda Dizaê é atração da feira. Foto: reprodução do Facebook
A banda Dizaê é atração da feira. Foto: reprodução do Facebook

E a feira também tem a pegada da sustentabilidade. “O mundo está adoecendo a cada dia, e a produção exagerada de bens de consumo e a ‘descartabilidade’ dos mesmos matam nossos rios e matas. Acreditamos que a reciclagem é um dos caminhos para a conscientização que temos outras formas de preservação do meio ambiente”, avalia Joana, trazendo uma novidade: “Se tudo der certo, em um futuro próximo, o objetivo é produzir novas exposições no Rio de Janeiro e também em outras cidades, em parceria com organizações que valorizem a visão socioambiental.”

Carmen Lúcia da Silva é friburguense. Trabalha com aquilo que ama, o jornalismo. Adora ouvir e contar uma boa história. Gosta de pensar que o trabalho dela pode mudar a vida de uma pessoa. E-mail: jornalistacarmenlucia@gmail.com

Imagem do destaque: a banda As Negras (reprodução do Facebook)

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