Paula Maia

: Baile no Céu :

Encontros e despedidas ou Amigo é coisa pra se guardar

A coluna, hoje, tem dois títulos, bem à moda da Lua em Gêmeos (pensando no dia 20 de julho). A coluna Baile no Céu sempre fazia referência a uma música. A música que toca enquanto os astros dançam. O que governa o universo é o som. (Guarde bem essa informação que é o que tem de mais valioso nesta coluna: o universo é som e vibração.) Neste dia, a Lua será um bálsamo no signo de Gêmeos, encerrando a Lunação do Caranguejo. Como vocês sabem, os bálsamos curam, protegem, perfumam e eternizam. A revista Vertigem deixa esse aroma de jasmim no ar. Na Astrologia, a Lua balsâmica acontece três dias antes da Lua Nova, ou melhor, nos três últimos dias da Lua minguante. Diz-se que é curativa.

Não acho que tenha sido por acaso que as editoras da revista, Kamille e Leïlah, duas geminianas,  tenham escolhido o Dia da Amizade para interromper as atividades da revista Vertigem. Esta revista reuniu, sobretudo, pessoas amigas, ou que se tornaram amigas, ou que poderiam ser amigas, ou que guardaram os frutos da amizade em um abrigo seguro das coisas fúteis, afazeres e pressas do cotidiano, feito um tesouro de memórias.

Dia 20 de julho de 2017. Fim. Despedida. Quando tomo ciência da data escolhida, traço o mapa, busco as correspondências. Busco o que dizer para dar um até logo aos leitores, às editoras, e às colunistas. Porque não é só um site para o qual eu escrevi alguns textos e análises. Tem afeto envolvido, tem aprendizagem, bagagem, memória.

A revista foi abrigo para nós, para as dores que passamos ao assistir à ruptura da democracia, nossas dúvidas sobre os rumos que nossas carreiras vinham tomando, as nossas buscas pessoais e como servimos ao mundo.

No Dia da Amizade, a Lua em Gêmeos está conjunta a Vênus em Gêmeos, impregnando em nossas mentes-coração o valor da amizade. Sem pieguices, mas para o nosso processo evolutivo, um amigo pode ser um talismã que nos aponta o caminho de volta para casa. Em sânscrito chama-se ‘satsang’ as boa companhias. Um presente que merecemos. As companhias que ao longo da nossa jornada nos mostram como ainda podemos nos aperfeiçoar, nos purificar, nos lapidar. A Lua fazendo trígono a Júpiter em Libra. Ainda expandindo a nossa rede, pontuando as relações-bênção. Mais espelhos, mais espelhos! E só assim somos capazes de nos enxergarmos e termos pistas sobre as tarefas que podemos realizar juntos.

Eis que a Lua provoca Saturno, e aparece o cenário apropriado para que o que se tornou limitação seja superado. Não sem um abalo. Crescemos assim: superando as Torres e tornando Saturno um bom companheiro. Fazendo da dificuldade um mestre, um professor. Ficam as lições para aqueles que estão atentos e dispostos. Ficam as bênçãos.

Muita coisa boa no coração e na memória é o que vale manter como registro afetivo. Marte ingressou em Leão. E me remete à carta da Força do Tarô. O verdadeiro guerreiro busca a força aliada ao amor, à generosidade e para isso, precisa conhecer o seu próprio poder e suas sombras. Assim conseguirá integrar o Ser e usar todos os recursos à sua disposição.

No dia 23 de julho já se inicia a lunação de Leão. Vamos ter dois eclipses lunares em Leão no dia 7 de agosto, às 15h11, e em 21 de agosto, às 15h30, um eclipse solar. Fiquem ligados!

O universo é som e vibração. Sintonize na frequência que você deseja dançar. O baile no céu não para, lembrando-nos da impermanência. Não há descanso, mas a caminhada pode ser divertida, leve e sincera.

PS.: Quem quiser pode me adicionar diretamente no Facebook para continuar lendo sobre o céu,  energia e conhecer um pouco do meu trabalho. Serão todos bem-vindos!

Imagem: Pexels.

Paula Maia é carioca, geminiana, trabalha com terapias que buscam o equilíbrio energético e é amante da natureza e da astrologia. Escreve neste espaço às segundas-feiras. Para saber mais sobre consultas astrológicas e reiki, entre em contato pelo e-mail: paula.maia@revistavertigem.com